Certamente muitas vezes nos fazemos perguntas do tipo: “Quem sou eu? O que devo ser? Como?... Afinal de contas, como é que eu sou mesmo? Ah... Deixa pra lá... O importante é continuar a vida.”
Confundimo-nos o tempo todo acerca de nós mesmos e preferimos até não entrarmos profundamente nesses questionamentos existenciais.
Na verdade, nos tempos de hoje muitas pessoas vão se tornando um pouco de cada coisa que admira, de um ator ou atriz que ache perfeito, de um modelo que a sociedade cria como padrão, de uma moda do momento, de alguém de quem gosta ou com quem convive, sem se dar conta de que O QUE SE É não pode ser substituído e nem deve SE TORNAR desfigurado. Aqui entra então uma pergunta chave: SER OU TORNAR-SE? São duas perguntas que talvez tenham uma só resposta.
Muitas vezes parece que se não entrarmos neste ou naquele padrão deixamos de existir, deixamos de ser importantes, deixamos de SER. E isto não é verdade, só poderemos de fato existir quando assumirmos quem NÓS SOMOS: Filhos de Deus, chamados a NOS TORNARMOS santos, a sermos no meio da massa um diferencial, assumirmos uma individualidade original, sem diminuir a personalidade, as qualidades, os talentos. Pelo contrário, assim é que vamos potencializar o que há de melhor em nós.
O SER está ligado diretamente a nossa identidade ontológica, mais original, em outras palavras a nossa perfeição querida por Deus. A partir daí vem o TORNAR-SE. SER aquilo que Deus me criou para ser e TORNAR-ME aquilo que sempre fui em seu coração. Observando por este ângulo, nos parece que as duas coisas na verdade são uma só.
Recordemo-nos aqui das palavras de João Paulo II: TU TE TORNAS AQUILO QUE CONTEMPLAS. É preciso perceber onde estão parando os nossos olhos, quais valores temos absorvido nestes tempos, o que tem sido a minha pedra de toque, aquela que por ela eu escolho me definir ou até me desenhar, me modelar...
TORNAR-SE é voltar, mudar para, recuperar, cair em si, restituir... Não podemos trilhar esse caminho tendo os modelos errados ou querendo diminuir o nosso ser ontológico e a vontade de Deus para nós. Faz-se necessário hoje se determinar pelo nosso original que só descobriremos na relação com Deus pela oração.
Como nos diz Santa Terezinha: SOU O QUE DEUS PENSA DE MIM. Conversar com Deus sobre nós mesmos deve se tornar interessante. Devemos substituir o medo ou o peso pela realização e admiração, porque descobrir-se é descobrir Deus e seu amor e vice-versa. Conversar sobre nossas escolhas, comportamentos, valores etc.
Conversar com Deus sobre nós deve ser tarefa diária, deve ser escolha constante porque nunca iremos encontrar quem somos e o que devemos nos tornar fora de nós ou em padrões em que queiramos nos encaixar. Se esconde no coração de Deus o nosso SER MAIS PERFEITO e que deve ser o referencial para nós.
Não resta dúvida de que SER SANTO é SER PLENAMENTE ORIGINAL E TORNAR-SE PLENAMENTE FELIZ. Isto não é uma mentira nem utopia.
Que João Paulo II e Santa Terezinha interceda por cada um de nós nesta busca pelo nosso SER E POR NOSSA SANTIDADE.
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por Rosenalva Ferreira Missionária da Comunidade de Vida Shalom
terça-feira, 17 de agosto de 2010
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Coragem
“É melhor o paciente que o valente, que domina a si mesmo vale mais que o conquistador de cidades ( Pro 16,32)”.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Somos Feitos para o amor
Perdão e providência estão intimamente ligados. O perdão é condição fundamental! Urge fazer essa experiência e dar a Deus a chance de abrir as válvulas de nosso coração e “desprender” o perdão. Todos nós passamos por situações dolorosas que nos marcam muito. Por isso, ficamos magoados. São situações que envolvem pessoas, instituições, acontecimentos... Pode ser até que tenhamos nos magoado com Deus!
Quantas vezes perguntamos: “Por que Deus fez isso? Por que Ele me colocou nesta família? Por que me tirou um ente querido? Por que levou para longe alguém que eu tanto amava? Tantos por quês...
São situações que não aceitamos. Não conseguimos entender e, por isso, ficamos magoados com Deus. Talvez até pensemos que nosso motivo é justo. Mas veja bem: esse “ficar sentido com Deus” é como um coágulo dentro das veias do nosso coração: ele impede o fluxo de sangue. A falta de perdão impede a graça de Deus.
Para muitos de nós é difícil perdoar porque isso implica tocar nas feridas e mexer em situações dolorosas. Implica abrir o coração e remexer no “lixão” da nossa vida. Seria mais fácil não tocar em nada disso! Mas imagine conservar uma lata cheia de lixo durante um mês dentro da sua casa! Ninguém iria agüentar o mau cheiro.
É isso que acontece conosco, e nos tornamos pessoas difíceis; talvez, as mais difíceis em nossa casa. Sabe qual é a causa disso? Mágoas e ressentimentos: a falta de perdão que carregamos conosco.
Por isso, Deus quer libertar! Quer “arejar a casa”. Jogar fora o lixo significa colocá-lo aos pés da cruz de Jesus, para que possa ser queimado. O lugar desse lixo não é seu coração, é o pé da cruz de Jesus. Não é seu coração, é o coração de Jesus.
Esse convite ao perdão não é uma imposição. Você poderia dizer: “Além de tudo que eu já passei, ainda sou obrigado a perdoar?!” Não! Deus quer lhe dar a graça de retirar de seu coração tudo o que está estragado.
Lembre-se: Deus é amor! Somos Sua imagem e semelhança. Por isso, dentro de nós só podem ficar o amor e o que ajuda a amar. Aquilo que é contrário ao amor é tóxico venenoso.
Somos feitos para o amor!
É preciso viver o perdão em sua plenitude. E para viver bem essa proposta, é preciso ter fé e confiança em Deus. Infelizmente acabamos separando as duas coisas. Compreenda: são graças que se complementam. Uma é ligada à outra. A fé nos leva á confiança, e a confiança, para existir, exige a fé.
Por: Monsenhor Jonas Abib.
Quantas vezes perguntamos: “Por que Deus fez isso? Por que Ele me colocou nesta família? Por que me tirou um ente querido? Por que levou para longe alguém que eu tanto amava? Tantos por quês...
São situações que não aceitamos. Não conseguimos entender e, por isso, ficamos magoados com Deus. Talvez até pensemos que nosso motivo é justo. Mas veja bem: esse “ficar sentido com Deus” é como um coágulo dentro das veias do nosso coração: ele impede o fluxo de sangue. A falta de perdão impede a graça de Deus.
Para muitos de nós é difícil perdoar porque isso implica tocar nas feridas e mexer em situações dolorosas. Implica abrir o coração e remexer no “lixão” da nossa vida. Seria mais fácil não tocar em nada disso! Mas imagine conservar uma lata cheia de lixo durante um mês dentro da sua casa! Ninguém iria agüentar o mau cheiro.
É isso que acontece conosco, e nos tornamos pessoas difíceis; talvez, as mais difíceis em nossa casa. Sabe qual é a causa disso? Mágoas e ressentimentos: a falta de perdão que carregamos conosco.
Por isso, Deus quer libertar! Quer “arejar a casa”. Jogar fora o lixo significa colocá-lo aos pés da cruz de Jesus, para que possa ser queimado. O lugar desse lixo não é seu coração, é o pé da cruz de Jesus. Não é seu coração, é o coração de Jesus.
Esse convite ao perdão não é uma imposição. Você poderia dizer: “Além de tudo que eu já passei, ainda sou obrigado a perdoar?!” Não! Deus quer lhe dar a graça de retirar de seu coração tudo o que está estragado.
Lembre-se: Deus é amor! Somos Sua imagem e semelhança. Por isso, dentro de nós só podem ficar o amor e o que ajuda a amar. Aquilo que é contrário ao amor é tóxico venenoso.
Somos feitos para o amor!
É preciso viver o perdão em sua plenitude. E para viver bem essa proposta, é preciso ter fé e confiança em Deus. Infelizmente acabamos separando as duas coisas. Compreenda: são graças que se complementam. Uma é ligada à outra. A fé nos leva á confiança, e a confiança, para existir, exige a fé.
Por: Monsenhor Jonas Abib.
Vocação: Família
Erro é pensar que um relacionamento sobrevive de paixão
Ser casal é demonstrar todo o fascínio e também toda dificuldade, ligados à realidade da soma que o casal resulta: um + um = a três. Ou seja, ao mesmo tempo, na sua dinâmica, duas individualidades e uma conjugalidade. Como ser um sendo dois? Como ser dois sendo um?
Seja pela velocidade das informações, do avanço da tecnologia e da pressão advinda da modernização, algo é invariável: pessoas sempre serão pessoas, com suas individualidades e características próprias. Neste cenário, algo que se torna latente é a capacidade com que desejamos que nossas relações sejam “fast”, “rápidas”. E nessa corrida, pouco paramos para pensar, muito menos para avaliar o outro num relacionamento. Já reparou como é muito mais fácil desistir da pessoa e partir para outra do que parar, refletir, conversar, buscar uma nova forma de ser? É é isso mesmo... Parece que vamos “trocando de casal” assim como trocamos de carro ou computador. Mas, onde ficam os valores pertencentes à família?
O grande erro é pensar que um relacionamento sobrevive de paixão, e isso é uma ilusão.
Existem casamentos que ocorrem rapidamente, como no tal “amor à primeira vista”. Particularmente, ainda sou favorável a um processo de conhecer, aproximar-se, vivenciar as famílias um do outro. Conhecer o outro é conhecer também sua história: a educação recebida, a trajetória espiritual e humana, alguns eventos ou situações que possam condicionar seu futuro, experiências positivas e negativas que sejam contribuintes ou não no processo de formação (afinal de contas, eu não caso apenas com a pessoa, mas viverei também a influência familiar advinda com ela).
Lembre-se do quanto é valioso pensar naquilo que aceitamos com relação às diferenças um do outro. Alguns casais vivem diferenças nas crenças, mas conseguem administrá-las de forma muito tranquila. Outros, por sua vez, nem conseguem se imaginar casando numa religião diferente da sua. Mas e as divergências? Claro que elas sempre existirão em nossas vidas, mas o diferencial é a forma como as trataremos. Muitos casais encontram alegria quando tudo vai bem financeiramente; mas, na primeira dificuldade, iniciam-se os problemas, ou seja, de nada adiantou. Devemos ter clareza de que as pessoas não mudam com facilidade; quanto mais idade nós temos, tanto mais fixados interiormente estarão nossos conteúdos pessoais, nossas crenças, e com isso, mais dificuldade teremos para deixar um vício, fazer algo diferente, ver as coisas de outra forma.
Vivenciar um casamento dos pais que tenha sido conturbado não quer dizer que viveremos assim nossa vida pessoal de casados; muitas vezes, temos este padrão errado de pensar ou negamos a possibilidade do casamento motivados por essa questão. O mais importante nestes casos é discernir que eu não sou meu pai nem minha mãe e que posso construir uma história diferente daquela construída por eles.
Namorar, o início e a base de tudo: a fase do namoro é um dos passos mais importantes para a continuidade ou não de um relacionamento. É claro que não afirmo aqui com isso que namorar é garantia de um casamento eterno, mas, certamente, o processo de conhecimento do casal. Os tempos de cada fase de conhecimento existem. Portanto, tudo aquilo que é relâmpago pode apenas prejudicar as pessoas.
Quero dizer que casamento é vocação, dedicação mútua, é um ato de amor e tudo aquilo que a palavra "amor" engloba. Portanto, perceba se você que deseja se casar está aberto a todas as faces que o casamento requer de uma pessoa. Assim como uma vocação profissional, a vocação pelo estado de vida, seja ele o matrimônio, o celibato, a vida religiosa em suas várias dimensões, deve ser pautada nos valores que aquele modelo de vida possui e não apenas nos ideais ou sonhos que eu plantei em minha forma de ver o mundo. A partir da realidade com o cenário das aspirações pessoais de cada um é possível aproximar-se de uma forma mais realista do rumo que desejo para minha vida.
Que na busca pela vocação do ser família possamos vivenciar a família que promove a saúde e o crescimento emocional saudável dos seus membros, que possamos viver alegrias e dificuldades com sabedoria e maturidade favorecendo uma sociedade também mais saudável.
Por: Elaine Ribeiro, colaboradora da Comunidade Canção Nova, formada em Psicologia Clínica e Pós-Graduada em Gestão de Pessoas. Site: http://temasempsicologia.wordpress.com
Ser casal é demonstrar todo o fascínio e também toda dificuldade, ligados à realidade da soma que o casal resulta: um + um = a três. Ou seja, ao mesmo tempo, na sua dinâmica, duas individualidades e uma conjugalidade. Como ser um sendo dois? Como ser dois sendo um?
Seja pela velocidade das informações, do avanço da tecnologia e da pressão advinda da modernização, algo é invariável: pessoas sempre serão pessoas, com suas individualidades e características próprias. Neste cenário, algo que se torna latente é a capacidade com que desejamos que nossas relações sejam “fast”, “rápidas”. E nessa corrida, pouco paramos para pensar, muito menos para avaliar o outro num relacionamento. Já reparou como é muito mais fácil desistir da pessoa e partir para outra do que parar, refletir, conversar, buscar uma nova forma de ser? É é isso mesmo... Parece que vamos “trocando de casal” assim como trocamos de carro ou computador. Mas, onde ficam os valores pertencentes à família?
O grande erro é pensar que um relacionamento sobrevive de paixão, e isso é uma ilusão.
Existem casamentos que ocorrem rapidamente, como no tal “amor à primeira vista”. Particularmente, ainda sou favorável a um processo de conhecer, aproximar-se, vivenciar as famílias um do outro. Conhecer o outro é conhecer também sua história: a educação recebida, a trajetória espiritual e humana, alguns eventos ou situações que possam condicionar seu futuro, experiências positivas e negativas que sejam contribuintes ou não no processo de formação (afinal de contas, eu não caso apenas com a pessoa, mas viverei também a influência familiar advinda com ela).
Lembre-se do quanto é valioso pensar naquilo que aceitamos com relação às diferenças um do outro. Alguns casais vivem diferenças nas crenças, mas conseguem administrá-las de forma muito tranquila. Outros, por sua vez, nem conseguem se imaginar casando numa religião diferente da sua. Mas e as divergências? Claro que elas sempre existirão em nossas vidas, mas o diferencial é a forma como as trataremos. Muitos casais encontram alegria quando tudo vai bem financeiramente; mas, na primeira dificuldade, iniciam-se os problemas, ou seja, de nada adiantou. Devemos ter clareza de que as pessoas não mudam com facilidade; quanto mais idade nós temos, tanto mais fixados interiormente estarão nossos conteúdos pessoais, nossas crenças, e com isso, mais dificuldade teremos para deixar um vício, fazer algo diferente, ver as coisas de outra forma.
Vivenciar um casamento dos pais que tenha sido conturbado não quer dizer que viveremos assim nossa vida pessoal de casados; muitas vezes, temos este padrão errado de pensar ou negamos a possibilidade do casamento motivados por essa questão. O mais importante nestes casos é discernir que eu não sou meu pai nem minha mãe e que posso construir uma história diferente daquela construída por eles.
Namorar, o início e a base de tudo: a fase do namoro é um dos passos mais importantes para a continuidade ou não de um relacionamento. É claro que não afirmo aqui com isso que namorar é garantia de um casamento eterno, mas, certamente, o processo de conhecimento do casal. Os tempos de cada fase de conhecimento existem. Portanto, tudo aquilo que é relâmpago pode apenas prejudicar as pessoas.
Quero dizer que casamento é vocação, dedicação mútua, é um ato de amor e tudo aquilo que a palavra "amor" engloba. Portanto, perceba se você que deseja se casar está aberto a todas as faces que o casamento requer de uma pessoa. Assim como uma vocação profissional, a vocação pelo estado de vida, seja ele o matrimônio, o celibato, a vida religiosa em suas várias dimensões, deve ser pautada nos valores que aquele modelo de vida possui e não apenas nos ideais ou sonhos que eu plantei em minha forma de ver o mundo. A partir da realidade com o cenário das aspirações pessoais de cada um é possível aproximar-se de uma forma mais realista do rumo que desejo para minha vida.
Que na busca pela vocação do ser família possamos vivenciar a família que promove a saúde e o crescimento emocional saudável dos seus membros, que possamos viver alegrias e dificuldades com sabedoria e maturidade favorecendo uma sociedade também mais saudável.
Por: Elaine Ribeiro, colaboradora da Comunidade Canção Nova, formada em Psicologia Clínica e Pós-Graduada em Gestão de Pessoas. Site: http://temasempsicologia.wordpress.com
terça-feira, 3 de agosto de 2010
A Fecundidade do amor através da amizade...
“A amizade é a mais verdadeira realização da pessoa”
“A amizade com Deus e a amizade com os outros é uma mesma coisa, não podemos separar uma da outra”
“Quem ama, faz sempre comunidade; não fica nunca sozinho”
“A amizade é a mais verdadeira realização da pessoa”
Por: Santa Tereza D'Avila
“A amizade com Deus e a amizade com os outros é uma mesma coisa, não podemos separar uma da outra”
“Quem ama, faz sempre comunidade; não fica nunca sozinho”
“A amizade é a mais verdadeira realização da pessoa”
Por: Santa Tereza D'Avila
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Ama-me como és...
“Conheço tua miséria, os combates e as tribulações do teu ‘eu profundo’; a debilidade e as fraquezas de teu corpo; eu sei tua limitação, teus pecados, tuas quedas; te digo, apesar de tudo: ‘Dá-me teu coração. AMA-ME COMO ÉS!’
Se esperas seu um anjo para entregar-te ao Amor, não me amarás nunca.
Ainda que voltes a cair nestas faltas que nunca querias cair, ainda que sejas covarde na prática da virtude, não te permito que não me ames.
AMA-ME COMO ÉS!
A cada instante e na posição em que te encontras, no fervor ou na secura, na fidelidade ou na infidelidade.
AMA-ME TAL QUAL ÉS!
Quero o Amor de teu coração indigente; se para amar-me, esperas ser perfeito, não me amarás nunca.
Não posso, acaso, fazer de cada grão de areia um brilhante, radiante de pureza, de nobreza, de amor?
Não poderia, com um só sinal de minha vontade, fazer surgir do nada milhares santos, mil vezes mais perfeitos e mais amantes que aqueles que criei?
Não sou o TODO PODEROSO?
Quero deixar para sempre no nada estes seres maravilhosos e preferir, em vez deles, teu POBRE AMOR!
Filho meu, deixa-me AMAR-TE, eu quero teu CORAÇÃO !
Quero, de todas as maneiras, formar-te, mas TE AMO COMO ÉS.
Espero que faças o mesmo, desde o fundo de tua miséria; quero ver subir o AMOR, AMO EM TI até tua debilidade. Amo o Amor dos Pobres; quero que da indigência se eleve continuamente este grito: ‘Senhor, Te Amo’.
O que me importa é o canto de teu coração e tua boa vontade para amar-me como és, cada dia um pouco mais, com meu Amor que pus em teu coração.
Que necessidade tenho de tua ciência e de teus talentos? Não são tuas virtudes que peço. Poderia destinar-te a grandes coisas; não, tu serás o ‘servo inútil’, te devolverei ainda o pouco que tens, pois te criei por AMOR, AMA!
O Amor te levará a fazer tudo o mais sem pensar; procure preencher o momento presente o melhor possível com teu Amor.
Hoje, me apresento à porta de teu CORAÇÃO como um mendigo, eu, o Senhor dos Senhores.
Bato e espero; apressa-te a abrir-me; não alegues tua miséria. Tua indigência, se a conhecesses em plenitude, morrerias de dor. O único que poderia ferir meu coração seria ver-te duvidar e desconfiar.
Quero que penses em mim a todo momento do dia e da noite, não quero que realizes nem a menor ação por um motivo diferente ao do Amor.
Quando tenhas que sofrer, te darei a força; tu me destes o Amor, Eu te darei o AMAR MAIS ALÉM do que pudestes sonhar. Mas recorda: ‘AMA-ME COMO ÉS!’
Não esperes ser um santo para entregar-te ao Amor, pois não me amarias nunca.
Para ti minha vida, para ti meus dias!”
(Marie-Claire, Ma priere aujord’hui)
Por: Marcelo (Noviço SCJ)
Se esperas seu um anjo para entregar-te ao Amor, não me amarás nunca.
Ainda que voltes a cair nestas faltas que nunca querias cair, ainda que sejas covarde na prática da virtude, não te permito que não me ames.
AMA-ME COMO ÉS!
A cada instante e na posição em que te encontras, no fervor ou na secura, na fidelidade ou na infidelidade.
AMA-ME TAL QUAL ÉS!
Quero o Amor de teu coração indigente; se para amar-me, esperas ser perfeito, não me amarás nunca.
Não posso, acaso, fazer de cada grão de areia um brilhante, radiante de pureza, de nobreza, de amor?
Não poderia, com um só sinal de minha vontade, fazer surgir do nada milhares santos, mil vezes mais perfeitos e mais amantes que aqueles que criei?
Não sou o TODO PODEROSO?
Quero deixar para sempre no nada estes seres maravilhosos e preferir, em vez deles, teu POBRE AMOR!
Filho meu, deixa-me AMAR-TE, eu quero teu CORAÇÃO !
Quero, de todas as maneiras, formar-te, mas TE AMO COMO ÉS.
Espero que faças o mesmo, desde o fundo de tua miséria; quero ver subir o AMOR, AMO EM TI até tua debilidade. Amo o Amor dos Pobres; quero que da indigência se eleve continuamente este grito: ‘Senhor, Te Amo’.
O que me importa é o canto de teu coração e tua boa vontade para amar-me como és, cada dia um pouco mais, com meu Amor que pus em teu coração.
Que necessidade tenho de tua ciência e de teus talentos? Não são tuas virtudes que peço. Poderia destinar-te a grandes coisas; não, tu serás o ‘servo inútil’, te devolverei ainda o pouco que tens, pois te criei por AMOR, AMA!
O Amor te levará a fazer tudo o mais sem pensar; procure preencher o momento presente o melhor possível com teu Amor.
Hoje, me apresento à porta de teu CORAÇÃO como um mendigo, eu, o Senhor dos Senhores.
Bato e espero; apressa-te a abrir-me; não alegues tua miséria. Tua indigência, se a conhecesses em plenitude, morrerias de dor. O único que poderia ferir meu coração seria ver-te duvidar e desconfiar.
Quero que penses em mim a todo momento do dia e da noite, não quero que realizes nem a menor ação por um motivo diferente ao do Amor.
Quando tenhas que sofrer, te darei a força; tu me destes o Amor, Eu te darei o AMAR MAIS ALÉM do que pudestes sonhar. Mas recorda: ‘AMA-ME COMO ÉS!’
Não esperes ser um santo para entregar-te ao Amor, pois não me amarias nunca.
Para ti minha vida, para ti meus dias!”
(Marie-Claire, Ma priere aujord’hui)
Por: Marcelo (Noviço SCJ)
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