quinta-feira, 30 de setembro de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
O mundo de dentro do jovem
Atualmente, os jovens de uma forma geral conhecem a Internet; sabem as músicas da parada de sucesso; as gírias do momento; as roupas que estão na moda; os artistas que estão em alta; e alguns poucos, ainda sabem acerca de cultura, política; dentre outros assuntos que permeiam as notícias mais em voga. Isso reflete a era da tecnologia, da modernidade, da rapidez, da competitividade; aspectos tão presentes no nosso cotidiano e que nos ordenam cada vez mais conhecimento atualizado e nos implicam em uma rotina de inúmeras exigências para sermos pessoas “ideais”; mas ideais segundo quem?
Infelizmente muitos jovens não sabem nem porque se submetem a certos imperativos do mercado; sejam no nível de atitudes ou de aquisição de bens de consumo; e o pior, não sabem nem distinguir suas verdadeiras preferências pessoais e se pedirmos para falarem de si ou dizerem quem são, não sabem responder ou dão respostas vazias. Os jovens se encontram tão imbuídos na realidade imposta; quer seja pela mídia, moda, sociedade capitalista; que lhes escapam o limiar entre o que originariamente são, acreditam e gostam; do que lhes é apresentado como bom, agradável, correto, e etc.
Ou seja, conhecem o mundo de fora, mas sabem muito pouco de si, não conhecem o mundo de dentro. É comum entre os jovens a dificuldade de expressão dos seus sentimentos, de dizerem o que se passa dentro deles. O dia ‘corre’ muito rápido, são muitos afazeres: escola, faculdade, família, reuniões, academia, televisão, computador; tudo isso faz com que não se tenha oportunidade para parar e encontrar as verdades existentes dentro de si; e a vida superficial é o caminho trilhado constantemente, o qual traduz uma resposta de uma vivência inautêntica. O reflexo disso são as pesquisas que demonstram a grande eclosão de casos de depressão, anorexia, bulimia, fobia, dentre outras patologias que acometem numerosa parcela da população mundial, inclusive entre os jovens.
As pessoas não “gastam” mais tempo com os outros, porque consideram ‘perca de tempo’. As relações interpessoais são hoje, na sua maioria, vazias e artificiais. Perde-se muito ao não conviver com as pessoas, e assim, poder revelar o grande mistério que é a vida do outro e a sua própria vida, que se expressa e se diz nos relacionamentos onde há caridade e doação de si, algumas dentre as características de uma amizade verdadeira. Considerando, que me conheço mais e contemplo a Deus no outro.
O desejo de Deus está inscrito no coração do homem, já que o homem é criado por Deus e para Deus; e Deus não cessa de atrair o homem a si, e somente em Deus o homem há de encontrar a verdade e a felicidade que não cessa de procurar. (Catecismo da Igreja Católica, 27).
Encontrar o mundo de dentro é encontrar o tesouro inesgotável da presença de Deus, daquele que pode saciar nossa sede de amor, e nos restituir a verdade de quem nós somos. O que nos torna pessoas autênticas e livres para testemunhar, em um mundo marcado pelo pecado, com a ousadia própria dos ungidos pelo Espírito Santo.
O fato de ser de Deus não castra nossa juventude, nem nos exime de desfrutarmos da beleza contida na obras da criação divina, pelo contrário, nos lança nos relacionamentos saudáveis, em uma vivência legítima. Ser um jovem de Deus é poder viver com intensidade, sendo livre verdadeiramente, podendo optar pelo bem e não se deixar escravizar pelo pecado, pelas paixões desordenadas e nem pelo simples prazer momentâneo, tão característico do pecado. Um jovem cristão vive livremente olhando para a eternidade, para o que não passa, espelhando-se no mistério do Relacionamento Trinitário.
Só Deus não muda, e é esse amor que nos motiva a dizermos não as ocasiões de pecado; é esse amor que nos faz levantar sempre; que nos leva a testemunhar concretamente a benevolência divina; que não nos faz desistir quando nos deparamos com nossas próprias fraquezas, que tantas vezes paralisam a nossa evangelização, a evangelização maior que manifesta-se através da nossa fidelidade a Deus.
Quando tivermos a coragem de encontrar Aquele que habita em nós e a humildade de sempre buscá-lO na oração, muitos O encontrarão na nossa maneira de ser. Já diz o salmo bíblico: Alegre-se o coração dos que buscam o Senhor. (Sl 5, 3).
Se o homem pode esquecer ou rejeitar a Deus, este de sua parte, não cessa de chamar todo homem a procurá-lo, para que viva e encontre a felicidade. Mas esta busca exige do homem todo o esforço de sua inteligência, a retidão de sua vontade, um coração reto e também o testemunho dos outros, que o ensinam a procurar a Deus.
Por: Daniele Costa e Lisieux Rocha (Com Shalon)
Infelizmente muitos jovens não sabem nem porque se submetem a certos imperativos do mercado; sejam no nível de atitudes ou de aquisição de bens de consumo; e o pior, não sabem nem distinguir suas verdadeiras preferências pessoais e se pedirmos para falarem de si ou dizerem quem são, não sabem responder ou dão respostas vazias. Os jovens se encontram tão imbuídos na realidade imposta; quer seja pela mídia, moda, sociedade capitalista; que lhes escapam o limiar entre o que originariamente são, acreditam e gostam; do que lhes é apresentado como bom, agradável, correto, e etc.
Ou seja, conhecem o mundo de fora, mas sabem muito pouco de si, não conhecem o mundo de dentro. É comum entre os jovens a dificuldade de expressão dos seus sentimentos, de dizerem o que se passa dentro deles. O dia ‘corre’ muito rápido, são muitos afazeres: escola, faculdade, família, reuniões, academia, televisão, computador; tudo isso faz com que não se tenha oportunidade para parar e encontrar as verdades existentes dentro de si; e a vida superficial é o caminho trilhado constantemente, o qual traduz uma resposta de uma vivência inautêntica. O reflexo disso são as pesquisas que demonstram a grande eclosão de casos de depressão, anorexia, bulimia, fobia, dentre outras patologias que acometem numerosa parcela da população mundial, inclusive entre os jovens.
As pessoas não “gastam” mais tempo com os outros, porque consideram ‘perca de tempo’. As relações interpessoais são hoje, na sua maioria, vazias e artificiais. Perde-se muito ao não conviver com as pessoas, e assim, poder revelar o grande mistério que é a vida do outro e a sua própria vida, que se expressa e se diz nos relacionamentos onde há caridade e doação de si, algumas dentre as características de uma amizade verdadeira. Considerando, que me conheço mais e contemplo a Deus no outro.
O desejo de Deus está inscrito no coração do homem, já que o homem é criado por Deus e para Deus; e Deus não cessa de atrair o homem a si, e somente em Deus o homem há de encontrar a verdade e a felicidade que não cessa de procurar. (Catecismo da Igreja Católica, 27).
Encontrar o mundo de dentro é encontrar o tesouro inesgotável da presença de Deus, daquele que pode saciar nossa sede de amor, e nos restituir a verdade de quem nós somos. O que nos torna pessoas autênticas e livres para testemunhar, em um mundo marcado pelo pecado, com a ousadia própria dos ungidos pelo Espírito Santo.
O fato de ser de Deus não castra nossa juventude, nem nos exime de desfrutarmos da beleza contida na obras da criação divina, pelo contrário, nos lança nos relacionamentos saudáveis, em uma vivência legítima. Ser um jovem de Deus é poder viver com intensidade, sendo livre verdadeiramente, podendo optar pelo bem e não se deixar escravizar pelo pecado, pelas paixões desordenadas e nem pelo simples prazer momentâneo, tão característico do pecado. Um jovem cristão vive livremente olhando para a eternidade, para o que não passa, espelhando-se no mistério do Relacionamento Trinitário.
Só Deus não muda, e é esse amor que nos motiva a dizermos não as ocasiões de pecado; é esse amor que nos faz levantar sempre; que nos leva a testemunhar concretamente a benevolência divina; que não nos faz desistir quando nos deparamos com nossas próprias fraquezas, que tantas vezes paralisam a nossa evangelização, a evangelização maior que manifesta-se através da nossa fidelidade a Deus.
Quando tivermos a coragem de encontrar Aquele que habita em nós e a humildade de sempre buscá-lO na oração, muitos O encontrarão na nossa maneira de ser. Já diz o salmo bíblico: Alegre-se o coração dos que buscam o Senhor. (Sl 5, 3).
Se o homem pode esquecer ou rejeitar a Deus, este de sua parte, não cessa de chamar todo homem a procurá-lo, para que viva e encontre a felicidade. Mas esta busca exige do homem todo o esforço de sua inteligência, a retidão de sua vontade, um coração reto e também o testemunho dos outros, que o ensinam a procurar a Deus.
Por: Daniele Costa e Lisieux Rocha (Com Shalon)
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Aprendendo a não parar nos erros - Ninguém traz em si uma bula descrevendo suas qualidades
A comunicação é a chave de todo relacionamento, mas dialogar com quem nos agrediu com palavras ou atos, muitas vezes, vai exigir de nós mais que um esforço. Podemos prevenir muitas situações desagradáveis quando nos abrimos às vias para a troca de ideias a fim de saber o que provocou feridas no outro.
Vários motivos podem levar alguém a entrar numa discussão, e recorrer a atitudes como evitar o contato ignorando a presença da pessoa com quem convivemos – como se diz popularmente: “dar o gelo” – não será a maneira mais adequada de se resolver um impasse. Comportamentos como esses em nada contribuem para solucionar um problema; ao contrário, eles abrem precedentes para que as sementes de uma separação silenciosa germinem entre as pessoas. E sabemos que, desse afastamento, muitas outras coisas poderão minar o bom convívio.
Aceitamos viver um relacionamento, porque acreditamos no comprometimento mútuo de fazer o sentimento que nos une perseverar ao longo de nossos dias. Ainda assim, seria um erro pensar que a pessoa com quem nos relacionamos seja perfeita. Ninguém traz consigo uma bula descrevendo suas qualidades, tampouco as suas “contraindicações”. Dentro do nosso convívio, invariavelmente, muitos de nós vamos nos confrontar com os efeitos “colaterais” da personalidade e do temperamento da outra pessoa.
Podemos lembrar que, em situações anteriores, após uma briga, depois da “poeira assentada”, muitas vezes, reconhecemos que as causas da discórdia poderiam ter sido resolvidas de outra maneira. Entretanto, muitas pessoas, em razão do orgulho, desistem da reflexão, a qual pode ser o início de uma mudança para controlar sua impetuosidade, por exemplo; e optam por abandonar seus relacionamentos. Sem admitir as próprias atitudes, as quais podem não condizer com a realidade a que se propunham viver – seja nas palavras, seja nos gestos ou no comportamento –, culpam o outro.
Desistir de manter o vínculo de amizade ou do compromisso com alguém em nada contribuirá para diminuir as dores daquele que se sentiu ofendido, tampouco poderá resolver a questão causadora do cisma do relacionamento.
Não há uma fórmula perfeita para se evitar crises, mas adotar algumas atitudes, como o autocontrole, a paciência e a prudência, especialmente, no trato com as palavras, nos ajudarão a desenvolver a vivência da reconciliação necessária.
Reconhecemos que as turbulências dentro das nossas convivências não acontecem de uma hora para outra e, antes de julgar e condenar uma situação ou uma pessoa pelos desentendimentos, melhor seria estudar o que teria originado o problema. Uma vez detectado, por que não assumir as possíveis adaptações para continuar a viver em harmonia quando nos sentirmos advertidos ou contestados em nossos conceitos?
A resistência em dobrar-se às exigências daquilo que é novo somente nos fará cada vez mais vulneráveis a reincidir no mesmo erro num futuro próximo.
É sempre bom considerar que um relacionamento não se faz somente em função de uma pessoa, mas entre você e o outro ou entre você e um grupo de pessoas que juntos se propõem a lutar para a eliminação das possíveis diferenças. E a maturidade em viver este compromisso está na capacidade de acreditar na mudança que o outro pode alcançar, mesmo diante das divergências de opiniões ou atitudes.
A cada um de nós caberá se abrir às descobertas que os nossos convívios podem oferecer e acreditar em nossa capacidade de mudança e na dos outros também!
POR: Dado Moura (comunidade canção nova)
Vários motivos podem levar alguém a entrar numa discussão, e recorrer a atitudes como evitar o contato ignorando a presença da pessoa com quem convivemos – como se diz popularmente: “dar o gelo” – não será a maneira mais adequada de se resolver um impasse. Comportamentos como esses em nada contribuem para solucionar um problema; ao contrário, eles abrem precedentes para que as sementes de uma separação silenciosa germinem entre as pessoas. E sabemos que, desse afastamento, muitas outras coisas poderão minar o bom convívio.
Aceitamos viver um relacionamento, porque acreditamos no comprometimento mútuo de fazer o sentimento que nos une perseverar ao longo de nossos dias. Ainda assim, seria um erro pensar que a pessoa com quem nos relacionamos seja perfeita. Ninguém traz consigo uma bula descrevendo suas qualidades, tampouco as suas “contraindicações”. Dentro do nosso convívio, invariavelmente, muitos de nós vamos nos confrontar com os efeitos “colaterais” da personalidade e do temperamento da outra pessoa.
Podemos lembrar que, em situações anteriores, após uma briga, depois da “poeira assentada”, muitas vezes, reconhecemos que as causas da discórdia poderiam ter sido resolvidas de outra maneira. Entretanto, muitas pessoas, em razão do orgulho, desistem da reflexão, a qual pode ser o início de uma mudança para controlar sua impetuosidade, por exemplo; e optam por abandonar seus relacionamentos. Sem admitir as próprias atitudes, as quais podem não condizer com a realidade a que se propunham viver – seja nas palavras, seja nos gestos ou no comportamento –, culpam o outro.
Desistir de manter o vínculo de amizade ou do compromisso com alguém em nada contribuirá para diminuir as dores daquele que se sentiu ofendido, tampouco poderá resolver a questão causadora do cisma do relacionamento.
Não há uma fórmula perfeita para se evitar crises, mas adotar algumas atitudes, como o autocontrole, a paciência e a prudência, especialmente, no trato com as palavras, nos ajudarão a desenvolver a vivência da reconciliação necessária.
Reconhecemos que as turbulências dentro das nossas convivências não acontecem de uma hora para outra e, antes de julgar e condenar uma situação ou uma pessoa pelos desentendimentos, melhor seria estudar o que teria originado o problema. Uma vez detectado, por que não assumir as possíveis adaptações para continuar a viver em harmonia quando nos sentirmos advertidos ou contestados em nossos conceitos?
A resistência em dobrar-se às exigências daquilo que é novo somente nos fará cada vez mais vulneráveis a reincidir no mesmo erro num futuro próximo.
É sempre bom considerar que um relacionamento não se faz somente em função de uma pessoa, mas entre você e o outro ou entre você e um grupo de pessoas que juntos se propõem a lutar para a eliminação das possíveis diferenças. E a maturidade em viver este compromisso está na capacidade de acreditar na mudança que o outro pode alcançar, mesmo diante das divergências de opiniões ou atitudes.
A cada um de nós caberá se abrir às descobertas que os nossos convívios podem oferecer e acreditar em nossa capacidade de mudança e na dos outros também!
POR: Dado Moura (comunidade canção nova)
Amar e se comprometer com o outro
O amor é sempre um ato da pessoa humana, que, tocada pelo Amor de Deus, se decide por assumir uma postura nova, uma nova forma de viver: amar sempre. Deus se ocupa em derramar a Sua graça e Sua ternura em toda criatura, e a cada instante podemos tocar nesta realidade: Ele demonstra o Seu amor por nós. A Carta de São Paulo aos Romanos apresenta a ideia do ser humano conhecer a Deus pela Suas obras (cf. Rm 1,20) e a maior obra do Altíssimo é a entrega do Seu Filho como prova de amor pela humanidade.
Jesus é o amor do Pai personificado e pessoalizado. Quero destacar o fato de esse amor ser comprometido, isto é, Deus em Jesus Cristo vai até as últimas consequências para provar que nos ama de verdade. Um amor comprometido com o futuro, com a salvação, com a eternidade de cada um de nós.
Esta também é a forma que devemos buscar para amar: comprometendo-nos com o outro e nos derramando em seu favor a cada instante.
Vemos que hoje as pessoas estão mais ligadas a outras por conta de seus interesses pessoais, buscando desfrutar aquilo que a outra tem para lhe oferecer. Acredito que isso não é amor, pois o amor é ato da minha pessoa para a outra sem esperar retribuição ou qualquer forma de recompensa. Amor comprometido é amor gratuito.
Os relacionamentos humanos necessitam se espelhar no amor de Deus para que exista o amor verdadeiro neles. Quem ama se esforça para que o outro cresça e seja feliz. Comprometer-se com o outro é a forma mais autêntica de amar.
Quando falo de esforço isso quer dizer que requer renúncia de si próprio, mas se Deus é quem dá sentido a este amor, ele é grandioso. Faça uma reflexão hoje sobre a forma de amar que você tem adotado em seus relacionamentos. E se for preciso adote o modelo do comprometimento, de assumir o outro em todas as situações, enfim, de amar como Jesus nos amou.
Por: Diácono Paulo Lourenço
http://blog.cancaonova.com/diaconopaulo/
Jesus é o amor do Pai personificado e pessoalizado. Quero destacar o fato de esse amor ser comprometido, isto é, Deus em Jesus Cristo vai até as últimas consequências para provar que nos ama de verdade. Um amor comprometido com o futuro, com a salvação, com a eternidade de cada um de nós.
Esta também é a forma que devemos buscar para amar: comprometendo-nos com o outro e nos derramando em seu favor a cada instante.
Vemos que hoje as pessoas estão mais ligadas a outras por conta de seus interesses pessoais, buscando desfrutar aquilo que a outra tem para lhe oferecer. Acredito que isso não é amor, pois o amor é ato da minha pessoa para a outra sem esperar retribuição ou qualquer forma de recompensa. Amor comprometido é amor gratuito.
Os relacionamentos humanos necessitam se espelhar no amor de Deus para que exista o amor verdadeiro neles. Quem ama se esforça para que o outro cresça e seja feliz. Comprometer-se com o outro é a forma mais autêntica de amar.
Quando falo de esforço isso quer dizer que requer renúncia de si próprio, mas se Deus é quem dá sentido a este amor, ele é grandioso. Faça uma reflexão hoje sobre a forma de amar que você tem adotado em seus relacionamentos. E se for preciso adote o modelo do comprometimento, de assumir o outro em todas as situações, enfim, de amar como Jesus nos amou.
Por: Diácono Paulo Lourenço
http://blog.cancaonova.com/diaconopaulo/
A autossuficiência
No mundo da ciência e da tecnologia, a palavra de ordem que comanda é a "perfeição", a alta definição.
Acontece que isso não satisfaz às exigências dos seus destinatários, isto é, a realização da felicidade da realidade social. As pessoas não têm sido mais felizes por isso. É sinal de que algo não está totalmente certo e perfeito.
De outro lado, temos os indicativos precisos da Palavra de Deus. Jesus convida as pessoas para que deixem a arrogância, a autossuficiência, o querer ocupar os primeiros lugares e o ser melhores do que os outros. A forma de ser feliz passa por outros caminhos, pela prática da sabedoria e da gratuidade.
Não podemos nos conformar com uma cultura de "qualidade total" no seu instrumental de ação deixando na marginalidade os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos e desvalidos de hoje. Um tempo de prosperidade e de desenvolvimento não pode ser excludente a ponto de privilegiar alguns e não levar em conta a maioria da população.
Um mundo de igualdade, apesar dos direitos individuais adquiridos honestamente, leva a superar as desigualdades e a competição social existente.
Não é fácil entender e praticar a proposta do Evangelho quando diz que "o primeiro é aquele que serve, o maior é o último". Nestas atitudes estão os autênticos valores para o cristão.
A sociedade capitalista vive num intercâmbio de favores. Ela negocia com quem é capaz de competir, deixando de lado o valor da gratuidade, do perdão a quem não pode pagar e da realidade do pobre. Esses últimos não têm lugar à mesa da classe abastada e privilegiada na posse de bens materiais.
O importante é viver com sabedoria, confiante em Deus e na humildade de coração. O afeto das pessoas e de Deus se conquista com os gestos simples de humildade, muito mais do que com presentes valiosos, mas sem a força do amor e da espiritualidade. Isso significa que os mistérios de Deus são revelados aos simples e não aos orgulhosos e autossuficientes.
POR: Dom Paulo Mendes Peixoto
Diocese de S. Jose Rio Preto - SP
Acontece que isso não satisfaz às exigências dos seus destinatários, isto é, a realização da felicidade da realidade social. As pessoas não têm sido mais felizes por isso. É sinal de que algo não está totalmente certo e perfeito.
De outro lado, temos os indicativos precisos da Palavra de Deus. Jesus convida as pessoas para que deixem a arrogância, a autossuficiência, o querer ocupar os primeiros lugares e o ser melhores do que os outros. A forma de ser feliz passa por outros caminhos, pela prática da sabedoria e da gratuidade.
Não podemos nos conformar com uma cultura de "qualidade total" no seu instrumental de ação deixando na marginalidade os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos e desvalidos de hoje. Um tempo de prosperidade e de desenvolvimento não pode ser excludente a ponto de privilegiar alguns e não levar em conta a maioria da população.
Um mundo de igualdade, apesar dos direitos individuais adquiridos honestamente, leva a superar as desigualdades e a competição social existente.
Não é fácil entender e praticar a proposta do Evangelho quando diz que "o primeiro é aquele que serve, o maior é o último". Nestas atitudes estão os autênticos valores para o cristão.
A sociedade capitalista vive num intercâmbio de favores. Ela negocia com quem é capaz de competir, deixando de lado o valor da gratuidade, do perdão a quem não pode pagar e da realidade do pobre. Esses últimos não têm lugar à mesa da classe abastada e privilegiada na posse de bens materiais.
O importante é viver com sabedoria, confiante em Deus e na humildade de coração. O afeto das pessoas e de Deus se conquista com os gestos simples de humildade, muito mais do que com presentes valiosos, mas sem a força do amor e da espiritualidade. Isso significa que os mistérios de Deus são revelados aos simples e não aos orgulhosos e autossuficientes.
POR: Dom Paulo Mendes Peixoto
Diocese de S. Jose Rio Preto - SP
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Ser ou torna-se
Certamente muitas vezes nos fazemos perguntas do tipo: “Quem sou eu? O que devo ser? Como?... Afinal de contas, como é que eu sou mesmo? Ah... Deixa pra lá... O importante é continuar a vida.”
Confundimo-nos o tempo todo acerca de nós mesmos e preferimos até não entrarmos profundamente nesses questionamentos existenciais.
Na verdade, nos tempos de hoje muitas pessoas vão se tornando um pouco de cada coisa que admira, de um ator ou atriz que ache perfeito, de um modelo que a sociedade cria como padrão, de uma moda do momento, de alguém de quem gosta ou com quem convive, sem se dar conta de que O QUE SE É não pode ser substituído e nem deve SE TORNAR desfigurado. Aqui entra então uma pergunta chave: SER OU TORNAR-SE? São duas perguntas que talvez tenham uma só resposta.
Muitas vezes parece que se não entrarmos neste ou naquele padrão deixamos de existir, deixamos de ser importantes, deixamos de SER. E isto não é verdade, só poderemos de fato existir quando assumirmos quem NÓS SOMOS: Filhos de Deus, chamados a NOS TORNARMOS santos, a sermos no meio da massa um diferencial, assumirmos uma individualidade original, sem diminuir a personalidade, as qualidades, os talentos. Pelo contrário, assim é que vamos potencializar o que há de melhor em nós.
O SER está ligado diretamente a nossa identidade ontológica, mais original, em outras palavras a nossa perfeição querida por Deus. A partir daí vem o TORNAR-SE. SER aquilo que Deus me criou para ser e TORNAR-ME aquilo que sempre fui em seu coração. Observando por este ângulo, nos parece que as duas coisas na verdade são uma só.
Recordemo-nos aqui das palavras de João Paulo II: TU TE TORNAS AQUILO QUE CONTEMPLAS. É preciso perceber onde estão parando os nossos olhos, quais valores temos absorvido nestes tempos, o que tem sido a minha pedra de toque, aquela que por ela eu escolho me definir ou até me desenhar, me modelar...
TORNAR-SE é voltar, mudar para, recuperar, cair em si, restituir... Não podemos trilhar esse caminho tendo os modelos errados ou querendo diminuir o nosso ser ontológico e a vontade de Deus para nós. Faz-se necessário hoje se determinar pelo nosso original que só descobriremos na relação com Deus pela oração.
Como nos diz Santa Terezinha: SOU O QUE DEUS PENSA DE MIM. Conversar com Deus sobre nós mesmos deve se tornar interessante. Devemos substituir o medo ou o peso pela realização e admiração, porque descobrir-se é descobrir Deus e seu amor e vice-versa. Conversar sobre nossas escolhas, comportamentos, valores etc.
Conversar com Deus sobre nós deve ser tarefa diária, deve ser escolha constante porque nunca iremos encontrar quem somos e o que devemos nos tornar fora de nós ou em padrões em que queiramos nos encaixar. Se esconde no coração de Deus o nosso SER MAIS PERFEITO e que deve ser o referencial para nós.
Não resta dúvida de que SER SANTO é SER PLENAMENTE ORIGINAL E TORNAR-SE PLENAMENTE FELIZ. Isto não é uma mentira nem utopia.
Que João Paulo II e Santa Terezinha interceda por cada um de nós nesta busca pelo nosso SER E POR NOSSA SANTIDADE.
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por Rosenalva Ferreira Missionária da Comunidade de Vida Shalom
Confundimo-nos o tempo todo acerca de nós mesmos e preferimos até não entrarmos profundamente nesses questionamentos existenciais.
Na verdade, nos tempos de hoje muitas pessoas vão se tornando um pouco de cada coisa que admira, de um ator ou atriz que ache perfeito, de um modelo que a sociedade cria como padrão, de uma moda do momento, de alguém de quem gosta ou com quem convive, sem se dar conta de que O QUE SE É não pode ser substituído e nem deve SE TORNAR desfigurado. Aqui entra então uma pergunta chave: SER OU TORNAR-SE? São duas perguntas que talvez tenham uma só resposta.
Muitas vezes parece que se não entrarmos neste ou naquele padrão deixamos de existir, deixamos de ser importantes, deixamos de SER. E isto não é verdade, só poderemos de fato existir quando assumirmos quem NÓS SOMOS: Filhos de Deus, chamados a NOS TORNARMOS santos, a sermos no meio da massa um diferencial, assumirmos uma individualidade original, sem diminuir a personalidade, as qualidades, os talentos. Pelo contrário, assim é que vamos potencializar o que há de melhor em nós.
O SER está ligado diretamente a nossa identidade ontológica, mais original, em outras palavras a nossa perfeição querida por Deus. A partir daí vem o TORNAR-SE. SER aquilo que Deus me criou para ser e TORNAR-ME aquilo que sempre fui em seu coração. Observando por este ângulo, nos parece que as duas coisas na verdade são uma só.
Recordemo-nos aqui das palavras de João Paulo II: TU TE TORNAS AQUILO QUE CONTEMPLAS. É preciso perceber onde estão parando os nossos olhos, quais valores temos absorvido nestes tempos, o que tem sido a minha pedra de toque, aquela que por ela eu escolho me definir ou até me desenhar, me modelar...
TORNAR-SE é voltar, mudar para, recuperar, cair em si, restituir... Não podemos trilhar esse caminho tendo os modelos errados ou querendo diminuir o nosso ser ontológico e a vontade de Deus para nós. Faz-se necessário hoje se determinar pelo nosso original que só descobriremos na relação com Deus pela oração.
Como nos diz Santa Terezinha: SOU O QUE DEUS PENSA DE MIM. Conversar com Deus sobre nós mesmos deve se tornar interessante. Devemos substituir o medo ou o peso pela realização e admiração, porque descobrir-se é descobrir Deus e seu amor e vice-versa. Conversar sobre nossas escolhas, comportamentos, valores etc.
Conversar com Deus sobre nós deve ser tarefa diária, deve ser escolha constante porque nunca iremos encontrar quem somos e o que devemos nos tornar fora de nós ou em padrões em que queiramos nos encaixar. Se esconde no coração de Deus o nosso SER MAIS PERFEITO e que deve ser o referencial para nós.
Não resta dúvida de que SER SANTO é SER PLENAMENTE ORIGINAL E TORNAR-SE PLENAMENTE FELIZ. Isto não é uma mentira nem utopia.
Que João Paulo II e Santa Terezinha interceda por cada um de nós nesta busca pelo nosso SER E POR NOSSA SANTIDADE.
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por Rosenalva Ferreira Missionária da Comunidade de Vida Shalom
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Coragem
“É melhor o paciente que o valente, que domina a si mesmo vale mais que o conquistador de cidades ( Pro 16,32)”.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Somos Feitos para o amor
Perdão e providência estão intimamente ligados. O perdão é condição fundamental! Urge fazer essa experiência e dar a Deus a chance de abrir as válvulas de nosso coração e “desprender” o perdão. Todos nós passamos por situações dolorosas que nos marcam muito. Por isso, ficamos magoados. São situações que envolvem pessoas, instituições, acontecimentos... Pode ser até que tenhamos nos magoado com Deus!
Quantas vezes perguntamos: “Por que Deus fez isso? Por que Ele me colocou nesta família? Por que me tirou um ente querido? Por que levou para longe alguém que eu tanto amava? Tantos por quês...
São situações que não aceitamos. Não conseguimos entender e, por isso, ficamos magoados com Deus. Talvez até pensemos que nosso motivo é justo. Mas veja bem: esse “ficar sentido com Deus” é como um coágulo dentro das veias do nosso coração: ele impede o fluxo de sangue. A falta de perdão impede a graça de Deus.
Para muitos de nós é difícil perdoar porque isso implica tocar nas feridas e mexer em situações dolorosas. Implica abrir o coração e remexer no “lixão” da nossa vida. Seria mais fácil não tocar em nada disso! Mas imagine conservar uma lata cheia de lixo durante um mês dentro da sua casa! Ninguém iria agüentar o mau cheiro.
É isso que acontece conosco, e nos tornamos pessoas difíceis; talvez, as mais difíceis em nossa casa. Sabe qual é a causa disso? Mágoas e ressentimentos: a falta de perdão que carregamos conosco.
Por isso, Deus quer libertar! Quer “arejar a casa”. Jogar fora o lixo significa colocá-lo aos pés da cruz de Jesus, para que possa ser queimado. O lugar desse lixo não é seu coração, é o pé da cruz de Jesus. Não é seu coração, é o coração de Jesus.
Esse convite ao perdão não é uma imposição. Você poderia dizer: “Além de tudo que eu já passei, ainda sou obrigado a perdoar?!” Não! Deus quer lhe dar a graça de retirar de seu coração tudo o que está estragado.
Lembre-se: Deus é amor! Somos Sua imagem e semelhança. Por isso, dentro de nós só podem ficar o amor e o que ajuda a amar. Aquilo que é contrário ao amor é tóxico venenoso.
Somos feitos para o amor!
É preciso viver o perdão em sua plenitude. E para viver bem essa proposta, é preciso ter fé e confiança em Deus. Infelizmente acabamos separando as duas coisas. Compreenda: são graças que se complementam. Uma é ligada à outra. A fé nos leva á confiança, e a confiança, para existir, exige a fé.
Por: Monsenhor Jonas Abib.
Quantas vezes perguntamos: “Por que Deus fez isso? Por que Ele me colocou nesta família? Por que me tirou um ente querido? Por que levou para longe alguém que eu tanto amava? Tantos por quês...
São situações que não aceitamos. Não conseguimos entender e, por isso, ficamos magoados com Deus. Talvez até pensemos que nosso motivo é justo. Mas veja bem: esse “ficar sentido com Deus” é como um coágulo dentro das veias do nosso coração: ele impede o fluxo de sangue. A falta de perdão impede a graça de Deus.
Para muitos de nós é difícil perdoar porque isso implica tocar nas feridas e mexer em situações dolorosas. Implica abrir o coração e remexer no “lixão” da nossa vida. Seria mais fácil não tocar em nada disso! Mas imagine conservar uma lata cheia de lixo durante um mês dentro da sua casa! Ninguém iria agüentar o mau cheiro.
É isso que acontece conosco, e nos tornamos pessoas difíceis; talvez, as mais difíceis em nossa casa. Sabe qual é a causa disso? Mágoas e ressentimentos: a falta de perdão que carregamos conosco.
Por isso, Deus quer libertar! Quer “arejar a casa”. Jogar fora o lixo significa colocá-lo aos pés da cruz de Jesus, para que possa ser queimado. O lugar desse lixo não é seu coração, é o pé da cruz de Jesus. Não é seu coração, é o coração de Jesus.
Esse convite ao perdão não é uma imposição. Você poderia dizer: “Além de tudo que eu já passei, ainda sou obrigado a perdoar?!” Não! Deus quer lhe dar a graça de retirar de seu coração tudo o que está estragado.
Lembre-se: Deus é amor! Somos Sua imagem e semelhança. Por isso, dentro de nós só podem ficar o amor e o que ajuda a amar. Aquilo que é contrário ao amor é tóxico venenoso.
Somos feitos para o amor!
É preciso viver o perdão em sua plenitude. E para viver bem essa proposta, é preciso ter fé e confiança em Deus. Infelizmente acabamos separando as duas coisas. Compreenda: são graças que se complementam. Uma é ligada à outra. A fé nos leva á confiança, e a confiança, para existir, exige a fé.
Por: Monsenhor Jonas Abib.
Vocação: Família
Erro é pensar que um relacionamento sobrevive de paixão
Ser casal é demonstrar todo o fascínio e também toda dificuldade, ligados à realidade da soma que o casal resulta: um + um = a três. Ou seja, ao mesmo tempo, na sua dinâmica, duas individualidades e uma conjugalidade. Como ser um sendo dois? Como ser dois sendo um?
Seja pela velocidade das informações, do avanço da tecnologia e da pressão advinda da modernização, algo é invariável: pessoas sempre serão pessoas, com suas individualidades e características próprias. Neste cenário, algo que se torna latente é a capacidade com que desejamos que nossas relações sejam “fast”, “rápidas”. E nessa corrida, pouco paramos para pensar, muito menos para avaliar o outro num relacionamento. Já reparou como é muito mais fácil desistir da pessoa e partir para outra do que parar, refletir, conversar, buscar uma nova forma de ser? É é isso mesmo... Parece que vamos “trocando de casal” assim como trocamos de carro ou computador. Mas, onde ficam os valores pertencentes à família?
O grande erro é pensar que um relacionamento sobrevive de paixão, e isso é uma ilusão.
Existem casamentos que ocorrem rapidamente, como no tal “amor à primeira vista”. Particularmente, ainda sou favorável a um processo de conhecer, aproximar-se, vivenciar as famílias um do outro. Conhecer o outro é conhecer também sua história: a educação recebida, a trajetória espiritual e humana, alguns eventos ou situações que possam condicionar seu futuro, experiências positivas e negativas que sejam contribuintes ou não no processo de formação (afinal de contas, eu não caso apenas com a pessoa, mas viverei também a influência familiar advinda com ela).
Lembre-se do quanto é valioso pensar naquilo que aceitamos com relação às diferenças um do outro. Alguns casais vivem diferenças nas crenças, mas conseguem administrá-las de forma muito tranquila. Outros, por sua vez, nem conseguem se imaginar casando numa religião diferente da sua. Mas e as divergências? Claro que elas sempre existirão em nossas vidas, mas o diferencial é a forma como as trataremos. Muitos casais encontram alegria quando tudo vai bem financeiramente; mas, na primeira dificuldade, iniciam-se os problemas, ou seja, de nada adiantou. Devemos ter clareza de que as pessoas não mudam com facilidade; quanto mais idade nós temos, tanto mais fixados interiormente estarão nossos conteúdos pessoais, nossas crenças, e com isso, mais dificuldade teremos para deixar um vício, fazer algo diferente, ver as coisas de outra forma.
Vivenciar um casamento dos pais que tenha sido conturbado não quer dizer que viveremos assim nossa vida pessoal de casados; muitas vezes, temos este padrão errado de pensar ou negamos a possibilidade do casamento motivados por essa questão. O mais importante nestes casos é discernir que eu não sou meu pai nem minha mãe e que posso construir uma história diferente daquela construída por eles.
Namorar, o início e a base de tudo: a fase do namoro é um dos passos mais importantes para a continuidade ou não de um relacionamento. É claro que não afirmo aqui com isso que namorar é garantia de um casamento eterno, mas, certamente, o processo de conhecimento do casal. Os tempos de cada fase de conhecimento existem. Portanto, tudo aquilo que é relâmpago pode apenas prejudicar as pessoas.
Quero dizer que casamento é vocação, dedicação mútua, é um ato de amor e tudo aquilo que a palavra "amor" engloba. Portanto, perceba se você que deseja se casar está aberto a todas as faces que o casamento requer de uma pessoa. Assim como uma vocação profissional, a vocação pelo estado de vida, seja ele o matrimônio, o celibato, a vida religiosa em suas várias dimensões, deve ser pautada nos valores que aquele modelo de vida possui e não apenas nos ideais ou sonhos que eu plantei em minha forma de ver o mundo. A partir da realidade com o cenário das aspirações pessoais de cada um é possível aproximar-se de uma forma mais realista do rumo que desejo para minha vida.
Que na busca pela vocação do ser família possamos vivenciar a família que promove a saúde e o crescimento emocional saudável dos seus membros, que possamos viver alegrias e dificuldades com sabedoria e maturidade favorecendo uma sociedade também mais saudável.
Por: Elaine Ribeiro, colaboradora da Comunidade Canção Nova, formada em Psicologia Clínica e Pós-Graduada em Gestão de Pessoas. Site: http://temasempsicologia.wordpress.com
Ser casal é demonstrar todo o fascínio e também toda dificuldade, ligados à realidade da soma que o casal resulta: um + um = a três. Ou seja, ao mesmo tempo, na sua dinâmica, duas individualidades e uma conjugalidade. Como ser um sendo dois? Como ser dois sendo um?
Seja pela velocidade das informações, do avanço da tecnologia e da pressão advinda da modernização, algo é invariável: pessoas sempre serão pessoas, com suas individualidades e características próprias. Neste cenário, algo que se torna latente é a capacidade com que desejamos que nossas relações sejam “fast”, “rápidas”. E nessa corrida, pouco paramos para pensar, muito menos para avaliar o outro num relacionamento. Já reparou como é muito mais fácil desistir da pessoa e partir para outra do que parar, refletir, conversar, buscar uma nova forma de ser? É é isso mesmo... Parece que vamos “trocando de casal” assim como trocamos de carro ou computador. Mas, onde ficam os valores pertencentes à família?
O grande erro é pensar que um relacionamento sobrevive de paixão, e isso é uma ilusão.
Existem casamentos que ocorrem rapidamente, como no tal “amor à primeira vista”. Particularmente, ainda sou favorável a um processo de conhecer, aproximar-se, vivenciar as famílias um do outro. Conhecer o outro é conhecer também sua história: a educação recebida, a trajetória espiritual e humana, alguns eventos ou situações que possam condicionar seu futuro, experiências positivas e negativas que sejam contribuintes ou não no processo de formação (afinal de contas, eu não caso apenas com a pessoa, mas viverei também a influência familiar advinda com ela).
Lembre-se do quanto é valioso pensar naquilo que aceitamos com relação às diferenças um do outro. Alguns casais vivem diferenças nas crenças, mas conseguem administrá-las de forma muito tranquila. Outros, por sua vez, nem conseguem se imaginar casando numa religião diferente da sua. Mas e as divergências? Claro que elas sempre existirão em nossas vidas, mas o diferencial é a forma como as trataremos. Muitos casais encontram alegria quando tudo vai bem financeiramente; mas, na primeira dificuldade, iniciam-se os problemas, ou seja, de nada adiantou. Devemos ter clareza de que as pessoas não mudam com facilidade; quanto mais idade nós temos, tanto mais fixados interiormente estarão nossos conteúdos pessoais, nossas crenças, e com isso, mais dificuldade teremos para deixar um vício, fazer algo diferente, ver as coisas de outra forma.
Vivenciar um casamento dos pais que tenha sido conturbado não quer dizer que viveremos assim nossa vida pessoal de casados; muitas vezes, temos este padrão errado de pensar ou negamos a possibilidade do casamento motivados por essa questão. O mais importante nestes casos é discernir que eu não sou meu pai nem minha mãe e que posso construir uma história diferente daquela construída por eles.
Namorar, o início e a base de tudo: a fase do namoro é um dos passos mais importantes para a continuidade ou não de um relacionamento. É claro que não afirmo aqui com isso que namorar é garantia de um casamento eterno, mas, certamente, o processo de conhecimento do casal. Os tempos de cada fase de conhecimento existem. Portanto, tudo aquilo que é relâmpago pode apenas prejudicar as pessoas.
Quero dizer que casamento é vocação, dedicação mútua, é um ato de amor e tudo aquilo que a palavra "amor" engloba. Portanto, perceba se você que deseja se casar está aberto a todas as faces que o casamento requer de uma pessoa. Assim como uma vocação profissional, a vocação pelo estado de vida, seja ele o matrimônio, o celibato, a vida religiosa em suas várias dimensões, deve ser pautada nos valores que aquele modelo de vida possui e não apenas nos ideais ou sonhos que eu plantei em minha forma de ver o mundo. A partir da realidade com o cenário das aspirações pessoais de cada um é possível aproximar-se de uma forma mais realista do rumo que desejo para minha vida.
Que na busca pela vocação do ser família possamos vivenciar a família que promove a saúde e o crescimento emocional saudável dos seus membros, que possamos viver alegrias e dificuldades com sabedoria e maturidade favorecendo uma sociedade também mais saudável.
Por: Elaine Ribeiro, colaboradora da Comunidade Canção Nova, formada em Psicologia Clínica e Pós-Graduada em Gestão de Pessoas. Site: http://temasempsicologia.wordpress.com
terça-feira, 3 de agosto de 2010
A Fecundidade do amor através da amizade...
“A amizade é a mais verdadeira realização da pessoa”
“A amizade com Deus e a amizade com os outros é uma mesma coisa, não podemos separar uma da outra”
“Quem ama, faz sempre comunidade; não fica nunca sozinho”
“A amizade é a mais verdadeira realização da pessoa”
Por: Santa Tereza D'Avila
“A amizade com Deus e a amizade com os outros é uma mesma coisa, não podemos separar uma da outra”
“Quem ama, faz sempre comunidade; não fica nunca sozinho”
“A amizade é a mais verdadeira realização da pessoa”
Por: Santa Tereza D'Avila
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Ama-me como és...
“Conheço tua miséria, os combates e as tribulações do teu ‘eu profundo’; a debilidade e as fraquezas de teu corpo; eu sei tua limitação, teus pecados, tuas quedas; te digo, apesar de tudo: ‘Dá-me teu coração. AMA-ME COMO ÉS!’
Se esperas seu um anjo para entregar-te ao Amor, não me amarás nunca.
Ainda que voltes a cair nestas faltas que nunca querias cair, ainda que sejas covarde na prática da virtude, não te permito que não me ames.
AMA-ME COMO ÉS!
A cada instante e na posição em que te encontras, no fervor ou na secura, na fidelidade ou na infidelidade.
AMA-ME TAL QUAL ÉS!
Quero o Amor de teu coração indigente; se para amar-me, esperas ser perfeito, não me amarás nunca.
Não posso, acaso, fazer de cada grão de areia um brilhante, radiante de pureza, de nobreza, de amor?
Não poderia, com um só sinal de minha vontade, fazer surgir do nada milhares santos, mil vezes mais perfeitos e mais amantes que aqueles que criei?
Não sou o TODO PODEROSO?
Quero deixar para sempre no nada estes seres maravilhosos e preferir, em vez deles, teu POBRE AMOR!
Filho meu, deixa-me AMAR-TE, eu quero teu CORAÇÃO !
Quero, de todas as maneiras, formar-te, mas TE AMO COMO ÉS.
Espero que faças o mesmo, desde o fundo de tua miséria; quero ver subir o AMOR, AMO EM TI até tua debilidade. Amo o Amor dos Pobres; quero que da indigência se eleve continuamente este grito: ‘Senhor, Te Amo’.
O que me importa é o canto de teu coração e tua boa vontade para amar-me como és, cada dia um pouco mais, com meu Amor que pus em teu coração.
Que necessidade tenho de tua ciência e de teus talentos? Não são tuas virtudes que peço. Poderia destinar-te a grandes coisas; não, tu serás o ‘servo inútil’, te devolverei ainda o pouco que tens, pois te criei por AMOR, AMA!
O Amor te levará a fazer tudo o mais sem pensar; procure preencher o momento presente o melhor possível com teu Amor.
Hoje, me apresento à porta de teu CORAÇÃO como um mendigo, eu, o Senhor dos Senhores.
Bato e espero; apressa-te a abrir-me; não alegues tua miséria. Tua indigência, se a conhecesses em plenitude, morrerias de dor. O único que poderia ferir meu coração seria ver-te duvidar e desconfiar.
Quero que penses em mim a todo momento do dia e da noite, não quero que realizes nem a menor ação por um motivo diferente ao do Amor.
Quando tenhas que sofrer, te darei a força; tu me destes o Amor, Eu te darei o AMAR MAIS ALÉM do que pudestes sonhar. Mas recorda: ‘AMA-ME COMO ÉS!’
Não esperes ser um santo para entregar-te ao Amor, pois não me amarias nunca.
Para ti minha vida, para ti meus dias!”
(Marie-Claire, Ma priere aujord’hui)
Por: Marcelo (Noviço SCJ)
Se esperas seu um anjo para entregar-te ao Amor, não me amarás nunca.
Ainda que voltes a cair nestas faltas que nunca querias cair, ainda que sejas covarde na prática da virtude, não te permito que não me ames.
AMA-ME COMO ÉS!
A cada instante e na posição em que te encontras, no fervor ou na secura, na fidelidade ou na infidelidade.
AMA-ME TAL QUAL ÉS!
Quero o Amor de teu coração indigente; se para amar-me, esperas ser perfeito, não me amarás nunca.
Não posso, acaso, fazer de cada grão de areia um brilhante, radiante de pureza, de nobreza, de amor?
Não poderia, com um só sinal de minha vontade, fazer surgir do nada milhares santos, mil vezes mais perfeitos e mais amantes que aqueles que criei?
Não sou o TODO PODEROSO?
Quero deixar para sempre no nada estes seres maravilhosos e preferir, em vez deles, teu POBRE AMOR!
Filho meu, deixa-me AMAR-TE, eu quero teu CORAÇÃO !
Quero, de todas as maneiras, formar-te, mas TE AMO COMO ÉS.
Espero que faças o mesmo, desde o fundo de tua miséria; quero ver subir o AMOR, AMO EM TI até tua debilidade. Amo o Amor dos Pobres; quero que da indigência se eleve continuamente este grito: ‘Senhor, Te Amo’.
O que me importa é o canto de teu coração e tua boa vontade para amar-me como és, cada dia um pouco mais, com meu Amor que pus em teu coração.
Que necessidade tenho de tua ciência e de teus talentos? Não são tuas virtudes que peço. Poderia destinar-te a grandes coisas; não, tu serás o ‘servo inútil’, te devolverei ainda o pouco que tens, pois te criei por AMOR, AMA!
O Amor te levará a fazer tudo o mais sem pensar; procure preencher o momento presente o melhor possível com teu Amor.
Hoje, me apresento à porta de teu CORAÇÃO como um mendigo, eu, o Senhor dos Senhores.
Bato e espero; apressa-te a abrir-me; não alegues tua miséria. Tua indigência, se a conhecesses em plenitude, morrerias de dor. O único que poderia ferir meu coração seria ver-te duvidar e desconfiar.
Quero que penses em mim a todo momento do dia e da noite, não quero que realizes nem a menor ação por um motivo diferente ao do Amor.
Quando tenhas que sofrer, te darei a força; tu me destes o Amor, Eu te darei o AMAR MAIS ALÉM do que pudestes sonhar. Mas recorda: ‘AMA-ME COMO ÉS!’
Não esperes ser um santo para entregar-te ao Amor, pois não me amarias nunca.
Para ti minha vida, para ti meus dias!”
(Marie-Claire, Ma priere aujord’hui)
Por: Marcelo (Noviço SCJ)
quarta-feira, 28 de julho de 2010
terça-feira, 27 de julho de 2010
Castidade no namoro...
Namoro Casto e Cristão!!
Se existe algo que mexe como coração de um jovem que começa a descobrir a sua afetividade e a sua sexualidade, é o desejo de na¬morar. Cantada em verso e prosa, esta fase da vida faz parte do desenvolvimento humano e do plano de Deus para nos fazer crescer e amadurecer no relacionamento, sendo também um caminho (embora não o único, nem o maior) de exercitar a capacidade de amar.
Entretanto, para um jovem cristão, muitas interrogações se levantam: Por que namorar? Quando namorar? Como ter um namoro cristão?
PORQUE NAMORAR
Em primeiro lugar, é importante saber que o desejo de relacionar-se com o sexo oposto é algo natural e implica na forma como Deus nos criou. Deus criou o homem, criou ¬o homem e mulher.
A partir de um certo momento do desenvolvimento humano, sente-se a necessidade e a sadia curiosidade de relacionar-se com o sexo oposto, de descobrir parte da riqueza, da diversidade da obra criativa de Deus, uma outra pessoa que não é igual a mim, mas que em muitos pontos chega a me complementar. Neste ponto, o relacionamento com pessoas do outro sexo é enriquecedor e fonte de formação e edificação do meu crescimento como pessoa.
Entretanto, o que é belo e edificante pode-se transformar em situações que nem sempre nos edificarão ou contribuirão para o nosso crescimento. Devemos levar em conta que estamos vivendo em meio a uma sociedade hedonista, marcada pela sensualidade. A partir dos meios de comunicação, as próprias crianças, adolescentes e jovens vão sendo manipulados nos seus afetos e instintos para que, de maneira precoce e deformada, vejam na pessoa do outro sexo um objeto de prazer genitalista ou um meio de satisfação de suas carências afetivas.
Isto é fruto do pecado que marcou as faculdades do nosso ser e também das feridas de família, onde a fé e o desenvolvimento dos valores cristãos foram abandonados e a unidade e indissolubilidade do matrimônio e da família, na vivência do amor, são negligenciadas ou até atingidas de maneira irremediável, produzindo no meio de nós gerações marcadas pela dor, insegurança, desvios afetivos, psicológicos e sociais.
Por estes e muitos outros fatores, quando o (a) adolescente vai atingindo sua puberdade (e muitas vezes ainda como criança), a sociedade e, em muitos casos, a própria família, começam a exigir que este (a) jovem "arranje" seu namorado (a) para provar sua masculinidade ou feminilidade.
É preciso que entendamos que o processo natural e salutar de conhecimento do sexo oposto como pessoa não implica necessariamente em um relacionamento de namoro, quando, pelo contrário, a amizade é o passo fundamental e sadio onde, pelo diálogo e a convivência, vamos podendo construir mutuamente a nossa personalidade de maneira sadia e equilibrada. Muitos jovens cristãos, como muitos que encontramos, se perguntam: Qual é a hora de iniciarmos o namoro?
Em primeiro lugar, é necessário que alguns tabus possam ser quebrados. Isto não significa que todas as pessoas tenham que namorar. Precisamos nos lembrar neste mo¬mento das Palavras de Jesus que dizem: "Há eunucos que se fizeram eunucos por causa do Reino dos céus. Quem tiver capacidade para compreender que compreenda." (Mt 19,2)
Devemos nos lembrar que há muitos são chamados para a virgindade como uma oblação espiritual e um serviço à Igreja e aos homens, e nisto encontram sua plena realização. Alguns, muito cedo podem descobrir este chamado no seu interior e, apesar de como pessoa experimentarem a complementariedade do sexo oposto na convivência comum e fraterna, não viverão esta complementariedade no plano da afetividade-genitalidade, próprio dos que são chamados ao Sacramento do Matrimônio.
Alguns passam por relacionamentos de namoro antes de descobrir este sublime chamado, outros não precisam passar por esta etapa, pois a vocação já se faz manifesta no seu interior de maneira definida.
Para isso é necessário que o jovem cristão tenha sempre no seu interior este questionamento: - Qual é a vocação que Deus me chama a viver? – e uma reta e séria motivação de respondê-la. Sabemos que isso, para muitos, se constitui em um longo processo, onde graças a Deus vai iluminado, tirando a cegueira e apontando onde encontrar e aderir à sua vontade, pois aí está a felicidade.
Entrando no processo de namoro propriamente dito, falando para os jovens que acompanhamos, procuramos orientá-lo em algumas etapas para este discernimento:
A amizade .
A amizade entre sexos opostos é benéfica e edificante. A amizade se constitui em uma identificação que, se baseada em Cristo Jesus e nos valores do Evangelho, caracterizando-se pela doação de si e respeito mútuo, muito contribuirá para o nosso amadurecimento e crescimento. Atenção, nem toda amizade precisa desembocar em um namoro. Pelo contrário, é perigoso confundir as coisas.
As vezes a pessoa atrai fisicamente e afetivamente, mas isto não significa que seja da vontade de Deus e edificante para os dois um relacionamento mais profundo pelo namoro. Podemos acabar uma bela amizade se precipitarmos as coisas. É compreensível também que em um relacionamento entre um rapaz e uma moça que são atraentes, possam aparecer desejos e aspirações mais superficiais que, de uma maneira geral, pode jogar esses jovens em um relacionamento sem maiores bases. Ora, o aparecimento destes sentimentos só atestam a normalidade da afetividade e sexualidade de ambos e não deve ser ele, principalmente nos primeiros momentos, o ponto de discernimento de um compromisso de namoro.
Para evitar namoros precipitados (baseados só na atração física, carências ou sentimentos efêmeros), que fazem alguns mudarem de namoro como se troca de roupa e que, em vez de gerar crescimento, pode gerar tantas feridas, dores e marcas na pessoa e nos futuros relacionamentos, é preciso que se tenhamos um relacionamento de amizade. O momento é de aprofundar o conhecimento do outro e procurar ir à luz da oração e da convivência buscando alguns pontos de discernimentos.
Pontos de discernimento no plano psicológico:
Enquadramos aqui alguns pontos na maturidade humana e na identificação dos projetos e planos de vida, inclina¬cães, aspirações, gostos, formação e educação que cada um teve e que não podem ser ignoradas, sob o risco de serem fonte de profundos desgastes e verdadeiros furos que farão naufragar o relacionamento. Não se trata de que o outro seja igual a mim, mas que se nestes pontos podemos nos completar, aceitar e nos construir mutuamente, e se há maturidade em ambos para isto.
Pontos de discernimento no plano espiritual:
Se queremos nos relacionar em Deus e com Deus, este plano não pode ser esquecido. É necessário, na convivência, perceber as aspirações espirituais e se o outro está disposto a colocar Deus como o centro de um relacionamento, para que o relaciona¬mento não seja nada de egoísta, para a "minha", ou "nossa" satisfação, mas para que ele, apoiado na Graça de Deus, seja voltado para Jesus, seguindo os Seus ensinamentos de renúncia, pureza e abertura. Conhecer a espiritualidade do outro, suas aspirações de conduta moral e de compromisso com a Igreja é fundamental para evitar conflitos futuros, ou namoros onde Deus e sua Palavra estejam ausentes.
Pontos para discernimento no plano afetivo:
A afeição em um relacionamento afetivo é o primeiro passo, mas com certeza não se constitui em sinal de presença real de uma semente de amor. Se o que me faz afeiçoar-me ao outro é só sua aparência física, isto tem sua importância, mas não é tudo.
As aparências passam e o coração, mentalidade e forma de ser permanecem. É preciso descobrir se o senti¬mento que me move tem a maturidade de ENXERGAR e ACEITAR os limites, defeitos e fragilidades do outro. Pondo na balança o que pesa mais, é o que nos une ou o que nos divide? Neste momento, um certo realismo é salutar, para que a paixão não cegue, e evitemos dar um passo que depois vai nos ferir e ferir ao outro.
Também convém ter a sensibilidade para perceber se eu ou o outro esta¬mos buscando um relacionamento para "minha" satisfação, fechado sobre nós mesmos e a nossa "fantasia romântica" ou se o relacionamento, mesmo com o tempero de romance, é voltado para Deus, para o outro e para as outras pessoas, numa perspectiva de abertura.
Permeando todas estas considerações e orientações, devemos encontrar a oração. É através dela, que a graça de Deus vai purificar as nossas motivações, iluminar a nossa cegueira, fazer-nos entender o que só humana¬mente não nos é possível, e perceber os reais sinais do Espírito que nos move ou nos detém para um relacionamento que, se quer ser cristão, deve buscar, em todos os sentidos, a maior glória de Deus.
A ajuda de uma pessoa mais amadurecida e vivida no campo espiritual e humano se constitui em ajuda indispensável para chegarmos a um discernimento claro e uma decisão conjunta e madura em nos comprometer em um relacionamento de namoro.
O Namoro
Uma vez sedimentado no nosso interior o processo de discernimento (que exige tempo, pois não se resume a dias ou poucas semanas, mas a alguns meses de convivência e oração) e chegando a um discernimento positivo em relação ao namoro, alguns pontos não podem ser esquecidos:
A amizade
O namoro é, antes de tudo, uma amizade que se aprofunda e sedimenta uma caminhada a dois. É essencial que o tempo que os na¬morados passam juntos seja anima¬do pelo diálogo e a abertura do seu ser que se deixa conhecer e revelar. Muitos namorados não sabem conversar e fogem em carícias, desagradáveis a Deus e destruidoras do relacionamento. O esforço do diálogo, conversar assuntos que unem e saber também conversar as divergências; revelar-se para o outro através da arte do diálogo é fonte de relacionamentos saudáveis e maduros.
A oração
A presença de Jesus dentro de um namoro cristão não pode ser decorativa ou em plano inferior. Ele tem que ser o primeiro para dar fertilidade ao relacionamento. Por isto, é necessário dar tempo e espaço para a oração, partilhar de experiências da vida espiritual, de leitura espiritual. É importante que se saiba que se tem a responsabilidade de levar o outro para Deus e para a Igreja, e não ser um obstáculo para a comunhão com Deus e o serviço na Igreja. A oração e os sacramentos serão também a fonte da graça para permanecer sob as orientações da Palavra e da Igreja, e nos capacitará a crescer na escola do verdadeiro amor, que é aquele que ama apesar dos defeitos e limites do outro.
A abertura
Os namorados cristãos não podem estar somente voltados para si mesmos, como se só o outro existisse, ou que este relacionamento, se não for o único, torne os outros opacos e insignificantes.
Os namorados cristãos sabem fugir do risco da dependência, que sempre é sinal de carência e não de verdadeiro amor, e se aplicam na abertura, amizade e dedicação aos outros (amigos, família), que também são fontes de complemento para a nossa vida, e esta abertura toma-se fonte de enriqueci¬mento do próprio namoro.
Os carinhos
Especial cuidado devemos ter neste campo, pois, muitas vezes, mesmo em namoros cristãos, constatamos cenas de carícias que levam a estados de profunda excitação emocional e orgânica que, seguindo o modelo do mundo considera-se normal, quando na verdade estes atos são apropriados para a preparação do ato conjugal dentro do matrimônio.
O não se deter no físico, e o traçar limites bem definidos e claros para os dois, buscando a pureza e evitando o puritanismo, é ponto básico e que muito necessita da graça para não se deixar levar pelas "facilidades" mútuas, que o sensualismo deste mundo e a concupiscência da carne plantaram em nós.
Nós precisamos construir um Mundo Novo, baseado na Boa Nova de Jesus e da Sua Igreja. Entretanto, não haverá Mundo Novo se não houver Famílias Novas. Não haverá Famílias Novas se não houver Namoros Novos, baseados na graça e no poder do Espírito.
Se meditarmos nestas orientações, sentiremos que são superiores à nossa capacidade. Lembre-se de que “o Verbo se fez carne”, por isto a graça penetrou em todas as realidades da vida humana, e Pentecostes é a certeza de que o Espírito nos capacita a dar nosso sim integral a Deus.
Escola de Formação Shalom
Se existe algo que mexe como coração de um jovem que começa a descobrir a sua afetividade e a sua sexualidade, é o desejo de na¬morar. Cantada em verso e prosa, esta fase da vida faz parte do desenvolvimento humano e do plano de Deus para nos fazer crescer e amadurecer no relacionamento, sendo também um caminho (embora não o único, nem o maior) de exercitar a capacidade de amar.
Entretanto, para um jovem cristão, muitas interrogações se levantam: Por que namorar? Quando namorar? Como ter um namoro cristão?
PORQUE NAMORAR
Em primeiro lugar, é importante saber que o desejo de relacionar-se com o sexo oposto é algo natural e implica na forma como Deus nos criou. Deus criou o homem, criou ¬o homem e mulher.
A partir de um certo momento do desenvolvimento humano, sente-se a necessidade e a sadia curiosidade de relacionar-se com o sexo oposto, de descobrir parte da riqueza, da diversidade da obra criativa de Deus, uma outra pessoa que não é igual a mim, mas que em muitos pontos chega a me complementar. Neste ponto, o relacionamento com pessoas do outro sexo é enriquecedor e fonte de formação e edificação do meu crescimento como pessoa.
Entretanto, o que é belo e edificante pode-se transformar em situações que nem sempre nos edificarão ou contribuirão para o nosso crescimento. Devemos levar em conta que estamos vivendo em meio a uma sociedade hedonista, marcada pela sensualidade. A partir dos meios de comunicação, as próprias crianças, adolescentes e jovens vão sendo manipulados nos seus afetos e instintos para que, de maneira precoce e deformada, vejam na pessoa do outro sexo um objeto de prazer genitalista ou um meio de satisfação de suas carências afetivas.
Isto é fruto do pecado que marcou as faculdades do nosso ser e também das feridas de família, onde a fé e o desenvolvimento dos valores cristãos foram abandonados e a unidade e indissolubilidade do matrimônio e da família, na vivência do amor, são negligenciadas ou até atingidas de maneira irremediável, produzindo no meio de nós gerações marcadas pela dor, insegurança, desvios afetivos, psicológicos e sociais.
Por estes e muitos outros fatores, quando o (a) adolescente vai atingindo sua puberdade (e muitas vezes ainda como criança), a sociedade e, em muitos casos, a própria família, começam a exigir que este (a) jovem "arranje" seu namorado (a) para provar sua masculinidade ou feminilidade.
É preciso que entendamos que o processo natural e salutar de conhecimento do sexo oposto como pessoa não implica necessariamente em um relacionamento de namoro, quando, pelo contrário, a amizade é o passo fundamental e sadio onde, pelo diálogo e a convivência, vamos podendo construir mutuamente a nossa personalidade de maneira sadia e equilibrada. Muitos jovens cristãos, como muitos que encontramos, se perguntam: Qual é a hora de iniciarmos o namoro?
Em primeiro lugar, é necessário que alguns tabus possam ser quebrados. Isto não significa que todas as pessoas tenham que namorar. Precisamos nos lembrar neste mo¬mento das Palavras de Jesus que dizem: "Há eunucos que se fizeram eunucos por causa do Reino dos céus. Quem tiver capacidade para compreender que compreenda." (Mt 19,2)
Devemos nos lembrar que há muitos são chamados para a virgindade como uma oblação espiritual e um serviço à Igreja e aos homens, e nisto encontram sua plena realização. Alguns, muito cedo podem descobrir este chamado no seu interior e, apesar de como pessoa experimentarem a complementariedade do sexo oposto na convivência comum e fraterna, não viverão esta complementariedade no plano da afetividade-genitalidade, próprio dos que são chamados ao Sacramento do Matrimônio.
Alguns passam por relacionamentos de namoro antes de descobrir este sublime chamado, outros não precisam passar por esta etapa, pois a vocação já se faz manifesta no seu interior de maneira definida.
Para isso é necessário que o jovem cristão tenha sempre no seu interior este questionamento: - Qual é a vocação que Deus me chama a viver? – e uma reta e séria motivação de respondê-la. Sabemos que isso, para muitos, se constitui em um longo processo, onde graças a Deus vai iluminado, tirando a cegueira e apontando onde encontrar e aderir à sua vontade, pois aí está a felicidade.
Entrando no processo de namoro propriamente dito, falando para os jovens que acompanhamos, procuramos orientá-lo em algumas etapas para este discernimento:
A amizade .
A amizade entre sexos opostos é benéfica e edificante. A amizade se constitui em uma identificação que, se baseada em Cristo Jesus e nos valores do Evangelho, caracterizando-se pela doação de si e respeito mútuo, muito contribuirá para o nosso amadurecimento e crescimento. Atenção, nem toda amizade precisa desembocar em um namoro. Pelo contrário, é perigoso confundir as coisas.
As vezes a pessoa atrai fisicamente e afetivamente, mas isto não significa que seja da vontade de Deus e edificante para os dois um relacionamento mais profundo pelo namoro. Podemos acabar uma bela amizade se precipitarmos as coisas. É compreensível também que em um relacionamento entre um rapaz e uma moça que são atraentes, possam aparecer desejos e aspirações mais superficiais que, de uma maneira geral, pode jogar esses jovens em um relacionamento sem maiores bases. Ora, o aparecimento destes sentimentos só atestam a normalidade da afetividade e sexualidade de ambos e não deve ser ele, principalmente nos primeiros momentos, o ponto de discernimento de um compromisso de namoro.
Para evitar namoros precipitados (baseados só na atração física, carências ou sentimentos efêmeros), que fazem alguns mudarem de namoro como se troca de roupa e que, em vez de gerar crescimento, pode gerar tantas feridas, dores e marcas na pessoa e nos futuros relacionamentos, é preciso que se tenhamos um relacionamento de amizade. O momento é de aprofundar o conhecimento do outro e procurar ir à luz da oração e da convivência buscando alguns pontos de discernimentos.
Pontos de discernimento no plano psicológico:
Enquadramos aqui alguns pontos na maturidade humana e na identificação dos projetos e planos de vida, inclina¬cães, aspirações, gostos, formação e educação que cada um teve e que não podem ser ignoradas, sob o risco de serem fonte de profundos desgastes e verdadeiros furos que farão naufragar o relacionamento. Não se trata de que o outro seja igual a mim, mas que se nestes pontos podemos nos completar, aceitar e nos construir mutuamente, e se há maturidade em ambos para isto.
Pontos de discernimento no plano espiritual:
Se queremos nos relacionar em Deus e com Deus, este plano não pode ser esquecido. É necessário, na convivência, perceber as aspirações espirituais e se o outro está disposto a colocar Deus como o centro de um relacionamento, para que o relaciona¬mento não seja nada de egoísta, para a "minha", ou "nossa" satisfação, mas para que ele, apoiado na Graça de Deus, seja voltado para Jesus, seguindo os Seus ensinamentos de renúncia, pureza e abertura. Conhecer a espiritualidade do outro, suas aspirações de conduta moral e de compromisso com a Igreja é fundamental para evitar conflitos futuros, ou namoros onde Deus e sua Palavra estejam ausentes.
Pontos para discernimento no plano afetivo:
A afeição em um relacionamento afetivo é o primeiro passo, mas com certeza não se constitui em sinal de presença real de uma semente de amor. Se o que me faz afeiçoar-me ao outro é só sua aparência física, isto tem sua importância, mas não é tudo.
As aparências passam e o coração, mentalidade e forma de ser permanecem. É preciso descobrir se o senti¬mento que me move tem a maturidade de ENXERGAR e ACEITAR os limites, defeitos e fragilidades do outro. Pondo na balança o que pesa mais, é o que nos une ou o que nos divide? Neste momento, um certo realismo é salutar, para que a paixão não cegue, e evitemos dar um passo que depois vai nos ferir e ferir ao outro.
Também convém ter a sensibilidade para perceber se eu ou o outro esta¬mos buscando um relacionamento para "minha" satisfação, fechado sobre nós mesmos e a nossa "fantasia romântica" ou se o relacionamento, mesmo com o tempero de romance, é voltado para Deus, para o outro e para as outras pessoas, numa perspectiva de abertura.
Permeando todas estas considerações e orientações, devemos encontrar a oração. É através dela, que a graça de Deus vai purificar as nossas motivações, iluminar a nossa cegueira, fazer-nos entender o que só humana¬mente não nos é possível, e perceber os reais sinais do Espírito que nos move ou nos detém para um relacionamento que, se quer ser cristão, deve buscar, em todos os sentidos, a maior glória de Deus.
A ajuda de uma pessoa mais amadurecida e vivida no campo espiritual e humano se constitui em ajuda indispensável para chegarmos a um discernimento claro e uma decisão conjunta e madura em nos comprometer em um relacionamento de namoro.
O Namoro
Uma vez sedimentado no nosso interior o processo de discernimento (que exige tempo, pois não se resume a dias ou poucas semanas, mas a alguns meses de convivência e oração) e chegando a um discernimento positivo em relação ao namoro, alguns pontos não podem ser esquecidos:
A amizade
O namoro é, antes de tudo, uma amizade que se aprofunda e sedimenta uma caminhada a dois. É essencial que o tempo que os na¬morados passam juntos seja anima¬do pelo diálogo e a abertura do seu ser que se deixa conhecer e revelar. Muitos namorados não sabem conversar e fogem em carícias, desagradáveis a Deus e destruidoras do relacionamento. O esforço do diálogo, conversar assuntos que unem e saber também conversar as divergências; revelar-se para o outro através da arte do diálogo é fonte de relacionamentos saudáveis e maduros.
A oração
A presença de Jesus dentro de um namoro cristão não pode ser decorativa ou em plano inferior. Ele tem que ser o primeiro para dar fertilidade ao relacionamento. Por isto, é necessário dar tempo e espaço para a oração, partilhar de experiências da vida espiritual, de leitura espiritual. É importante que se saiba que se tem a responsabilidade de levar o outro para Deus e para a Igreja, e não ser um obstáculo para a comunhão com Deus e o serviço na Igreja. A oração e os sacramentos serão também a fonte da graça para permanecer sob as orientações da Palavra e da Igreja, e nos capacitará a crescer na escola do verdadeiro amor, que é aquele que ama apesar dos defeitos e limites do outro.
A abertura
Os namorados cristãos não podem estar somente voltados para si mesmos, como se só o outro existisse, ou que este relacionamento, se não for o único, torne os outros opacos e insignificantes.
Os namorados cristãos sabem fugir do risco da dependência, que sempre é sinal de carência e não de verdadeiro amor, e se aplicam na abertura, amizade e dedicação aos outros (amigos, família), que também são fontes de complemento para a nossa vida, e esta abertura toma-se fonte de enriqueci¬mento do próprio namoro.
Os carinhos
Especial cuidado devemos ter neste campo, pois, muitas vezes, mesmo em namoros cristãos, constatamos cenas de carícias que levam a estados de profunda excitação emocional e orgânica que, seguindo o modelo do mundo considera-se normal, quando na verdade estes atos são apropriados para a preparação do ato conjugal dentro do matrimônio.
O não se deter no físico, e o traçar limites bem definidos e claros para os dois, buscando a pureza e evitando o puritanismo, é ponto básico e que muito necessita da graça para não se deixar levar pelas "facilidades" mútuas, que o sensualismo deste mundo e a concupiscência da carne plantaram em nós.
Nós precisamos construir um Mundo Novo, baseado na Boa Nova de Jesus e da Sua Igreja. Entretanto, não haverá Mundo Novo se não houver Famílias Novas. Não haverá Famílias Novas se não houver Namoros Novos, baseados na graça e no poder do Espírito.
Se meditarmos nestas orientações, sentiremos que são superiores à nossa capacidade. Lembre-se de que “o Verbo se fez carne”, por isto a graça penetrou em todas as realidades da vida humana, e Pentecostes é a certeza de que o Espírito nos capacita a dar nosso sim integral a Deus.
Escola de Formação Shalom
Razão de Assumir a Vida em Deus...
http://www.youtube.com/watch?v=b2SAbO-ZlVQ&feature=player_embedded#!
Santa Cruz
ArKanjos
Composição: Juninho Cassimiro
Todos os pecados os meus e os seus foram cravados no madeiro
Pois Jesus com seu sangue nos lavou
Ele se fez cordeiro e recebeu as dores que nos foram impostas
E na cruz com amor nos libertou
Ele desceu de sua realeza para se fazer sacrifício por nós
Se aniquilou e se entregou
E como ovelha muda ao matadouro
Não murmurou, não reclamou por nada
E decidido pelas nossas vidas
Obediente foi até a morte de cruz
Oh! Santa cruz! Bendita cruz!
Bendita seja a cruz! O amor por ela se revelou.
Nós somos a Igreja da cruz, por isso a exaltamos Senhor.
Não existe mais barreira entre nós, por ela o véu do templo rasgou.
O Céu está aberto pra nós, o que era pecado agora é graça sem fim.
Santa Cruz
ArKanjos
Composição: Juninho Cassimiro
Todos os pecados os meus e os seus foram cravados no madeiro
Pois Jesus com seu sangue nos lavou
Ele se fez cordeiro e recebeu as dores que nos foram impostas
E na cruz com amor nos libertou
Ele desceu de sua realeza para se fazer sacrifício por nós
Se aniquilou e se entregou
E como ovelha muda ao matadouro
Não murmurou, não reclamou por nada
E decidido pelas nossas vidas
Obediente foi até a morte de cruz
Oh! Santa cruz! Bendita cruz!
Bendita seja a cruz! O amor por ela se revelou.
Nós somos a Igreja da cruz, por isso a exaltamos Senhor.
Não existe mais barreira entre nós, por ela o véu do templo rasgou.
O Céu está aberto pra nós, o que era pecado agora é graça sem fim.
O sentido do Ser do Senhor...
Vivemos em uma sociedade que nos impulsiona a sermos meros marionetes que é levado a fazer aquilo que o externo quer. Muitas pessoas poderiam se perguntar: De que vale o Homem se não para poder cobrir as carências uns do outros, ou até mesmo para servir como muleta para que qualquer um que precisar o utilize e depois o coloque de lado?
Porem na realidade não deveria ser assim, o Verdadeiro sentido de Ser do Senhor, é visível quando o meu agir ele entra na capacidade da doação integral e não apenas para poder usar o meu próximo e nada mais.
Quando nos damos conta de que o outro é de fato alguém composto de sonhos, desejos, ideais e principalmente envolto por um amor que não cabe ao ser humano definir, pois vem apenas do céu e nada mais. Ai verdadeiramente encontramos o sentido da fundamentação Católica, onde eu por mais pobre ou rico, consigo ver no outro um Jesus gritando para que nos tornemos amigos íntimos dele...
Deus os abençoe...
Jo 15,15-16: "Já não vos chamo mais de Servos, pois o servo não conhece o coração do seu senhor, porem eu agora vos chamo de amigos, pois dei a conhecer o meu Coração!"
Porem na realidade não deveria ser assim, o Verdadeiro sentido de Ser do Senhor, é visível quando o meu agir ele entra na capacidade da doação integral e não apenas para poder usar o meu próximo e nada mais.
Quando nos damos conta de que o outro é de fato alguém composto de sonhos, desejos, ideais e principalmente envolto por um amor que não cabe ao ser humano definir, pois vem apenas do céu e nada mais. Ai verdadeiramente encontramos o sentido da fundamentação Católica, onde eu por mais pobre ou rico, consigo ver no outro um Jesus gritando para que nos tornemos amigos íntimos dele...
Deus os abençoe...
Jo 15,15-16: "Já não vos chamo mais de Servos, pois o servo não conhece o coração do seu senhor, porem eu agora vos chamo de amigos, pois dei a conhecer o meu Coração!"
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Ser Amigo é...
A amizade como fruto do profundo contato com o criado, nos impele a querer sempre estar ao lado do coração um do outro.
A amizade é a particularidade de poucos. A palavra do Senhor deixa muito clara: "Que descobriu uma amigo encontrou um tesouro incalculável...
Aos verdadeiros amigos.... Que Deus a cada dia mais esteja nos eternizando uns nos outros....
A amizade é a particularidade de poucos. A palavra do Senhor deixa muito clara: "Que descobriu uma amigo encontrou um tesouro incalculável...
Aos verdadeiros amigos.... Que Deus a cada dia mais esteja nos eternizando uns nos outros....
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